Essa semana, você vai notar um Teaser Brasil de cara nova. Estamos mudando a nossa publicação bissemanal para um formato mais condensado, objetivo e focado M&A. Apesar das mudanças, a nossa máxima continua a mesma: dar suporte para a sua visão de mercado, te ajudando a ter insights melhores e a negociar com mais confiança.
Capturamos 27 deals nessa quinzena, com Energia e Infraestrutura concentrando os maiores cheques. Entre os destaques, temos:
- A Equatorial Energia concluiu a aquisição de 30% da Copasa em uma operação estimada em cerca de R$ 5,5 bilhões, tornando-se investidora de referência da companhia mineira de saneamento e avançando em uma das principais privatizações parciais de infraestrutura regulada no país.
- A Engie Brasil Energia comprou 40% da Jirau Energia por meio de uma reestruturação societária financiada por aumento de capital de R$ 5,74 bilhões, em uma operação entre partes relacionadas que reorganiza a participação em um dos maiores ativos hidrelétricos do Brasil.
- A chilena Cencosud anunciou a aquisição do St. Marche, assumindo uma rede de 32 lojas premium em São Paulo em uma operação vinculada à recuperação judicial do grupo, com a qual avança no varejo alimentar de maior renda no Brasil.
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Deals Tracker
Rumores
- O SLC e o Bom Futuro anunciaram, ao mesmo tempo. que pretendem exercer o direito de preferência de compra de terras da Radar. Elas disputam por 41,2 mil gectares de terras produtivas no Mato Grosso, avaliadas em R$ 1.85 bilhão. Ambas tinham contratos de arrendamento.
- A venda de uma fatia da Oi para o BTG foi barrada pelo TJRJ. A suspensão da venda da participação, até então da V.tal, acontece após pressão de credores internacionais como UMB Bank, SC Lowy Primary Investments e Pimco
- A Mubdala Capital contratou o Santander para vender o controle da HMobi, dona de 51,5% do MetrôRio e MetrôBarra. A concessionária não foi adquirida pela gestora, mas transferida, sendo passada para a Mubadala em 2021 por conta de uma dívida da Invepar
- O Bradesco BBI mandou uma nova oferta vinculante para o Grupo Mover, com a intenção de comprar 15% da Motiva. O banco quer adquirir 300,1 milhões de ações ordinárias da empresa de infraestrutura e concessões, mas a proposta ainda deve sobreviver ao direito de preferência dos demais acionistas
- Depois da aquisição da Emae, em deal com a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a Sabesp agora anunciou que assumiu o controle da companhia e que irá submeter a CVM um pedido de registro de oferta pública para aquisição das ações ordinárias remanescentes da companhia
- Em resposta a CVM, o BTG não confirmou (mas também não negou) a compra do Banco Digimais. Segundo o Estadão, a instituição “deve desistir” da aquisição, em entedimento que se formou após as buscas da PF contra dirigentes do banco de Edir Macedo
- A Farm está a venda. A marca, atualmente sob controle da Azzas 2154, está em fase inicial de negociação com investidores. Quem conduz é o Morgan Stanley e a abordagem tem sido feita junto a fundos de Private Equity. L Catterton, Carlyle, General Atlantic e Advent estão entre os possíveis interessados
- A IG4 afirma ter capital o suficiente para comprar a dívida da Raízen inteiramente á vista, se necessário. A empresa, que ainda busca adquirir uma parcela das obrigações da produtora de açucar e etanol, mira participação de 50,1%
Regulatório
- O TJRJ barrou a venda da fatia da V.tal na Oi para o BTG. A suspensão decorre de pressão de credores internacionais, incluindo UMB Bank, SC Lowy e Pimco, e trava a operação até nova decisão.
- A Superintendência-Geral do Cade recomendou a condenação da B3 por prática anticoncorrencial. A nota técnica sugere multa de cerca de R$ 100 milhões e restrições a práticas comerciais, sob o argumento de abuso de posição dominante na infraestrutura do mercado.
- O Banco Central incluiu a Sefer Investimentos DTVM na lista de liquidações extrajudiciais, a 13ª de 2026. O regulador aponta deterioração econômico-financeira e infrações regulatórias na onda de resoluções ligada ao caso Banco Master.
- A Paramount Skydance pediu ao Cade a aprovação sem restrições da fusão com a Warner. A empresa citou as aprovações na Austrália e na China como precedentes e afirmou que não pretende se desfazer de ativos esportivos como a TNT Sports.
- Sem termo de compromisso, geradoras renováveis pediram à Aneel nova prorrogação da suspensão de cobranças. O setor busca evitar o pagamento enquanto não há acordo sobre o ressarcimento de encargos.
- A Superintendência do Cade aprovou sem restrições a fusão entre Subsea7 e Saipem. A decisão considerou a existência de concorrentes aptos a disputar contratos no Brasil. Petrobras, Exxon e Technip Brasil foram admitidas como interessadas e podem recorrer.
IPOs
- A Honeywell Aerospace estreou na bolsa, em uma das maiores cisões do setor industrial. A listagem separa a divisão aeroespacial da Honeywell como companhia independente.
- As ações da Baige Online dispararam mais de 300% em sua estreia na bolsa de Hong Kong. O salto marca um dos IPOs de tecnologia mais aquecidos do mercado asiático no período.
- A SpaceX prepara um IPO que pode alcançar US$ 75 bilhões, segundo reportagens de mercado. A operação seria uma das maiores aberturas de capital da história do setor espacial.
- A OpenAI considera adiar seu IPO para o próximo ano, em meio a discussões sobre estrutura societária e condições de mercado. A empresa avalia o melhor momento para a abertura de capital.
Captações
- A Robbin, fintech de crédito para pequenas e médias empresas fundada em 2023, captou US$ 108 milhões. A operação combina um aporte de US$ 8 milhões com uma estrutura de FIDC de US$ 100 milhões. A plataforma conecta indústrias, distribuidores, bancos e PMEs para oferecer crédito no momento da compra.
- O conselho da Viveo aprovou um aumento de capital de até R$ 869 milhões. A distribuidora de produtos para saúde passa por reestruturação financeira após pressão de dívida.
- A Taktile captou US$ 110 milhões em rodada Série C liderada pela Growth Equity do Goldman Sachs Alternatives, com Balderton, Index Ventures, Tiger Global e Y Combinator. A fintech de automação por IA para bancos e seguradoras destina cerca de US$ 20 milhões à expansão no Brasil e na América Latina.
- A Zeom, fintech de conta global fundada por brasileiros em Londres, levantou uma rodada pré-seed de R$ 15 milhões liderada pela Fabric Ventures, com Plug and Play e Tritemius. O aporte marca a saída do stealth mode e o início da operação brasileira, com meta de 50 mil clientes até o fim de 2026.
- A Light captou R$ 1,24 bilhão em aumento de capital. A operação encaminha o fim da recuperação judicial da distribuidora de energia e abre nova etapa para a oferta de ações.
- A healthtech Telepatia AI captou US$ 33 milhões (cerca de R$ 169 milhões) em rodada Série A liderada pela Andreessen Horowitz. Sediada no Brasil e fundada na Colômbia, a empresa oferece um copiloto clínico de IA já em uso em mais de 20 redes hospitalares na América Latina. Entre os investidores-anjo estão o CTO da Palantir e o fundador do Nubank.
- A Trace Finance levantou US$ 32 milhões (R$ 162 milhões) em rodada Série A liderada pela CoinFund, com Coinbase Ventures, Valor Capital e Paxos. Fundada por brasileiros e sediada nos Estados Unidos, a fintech de pagamentos transfronteiriços já processou mais de US$ 10 bilhões e mira expansão na Ásia.
- O Agibank levantou R$ 500 milhões por meio de emissão de Letras Financeiras. A captação reforça o funding do banco digital, que acelera a expansão após obter licença própria.
- A Codejobs captou US$ 40 milhões (cerca de R$ 207 milhões) em rodada Série A liderada pela Kleiner Perkins. Fundada por brasileiros e registrada em Delaware, a HR tech de recrutamento para tecnologia conta com mais de 30 mil usuários pagantes no mercado norte-americano.
- A Antler lançou o Fundo Antler Brasil I, primeiro veículo da gestora global no país, com aporte de cinco instituições públicas de fomento. Liderado por um investimento de até R$ 63 milhões da BNDESPAR, o fundo pode alcançar R$ 250 milhões e pretende apoiar até 100 startups em estágio pré-seed.
- A Odyssey, startup norte-americana de world models de IA, levantou uma rodada Série B de US$ 310 milhões com avaliação de US$ 1,45 bilhão, liderada pela Natural Capital, com Amazon, AMD Ventures e GV. O acordo nomeia a AWS como provedora de nuvem preferencial. A empresa opera a partir de Menlo Park, Londres e Zurique.
- A Trace Finance e a Vixtra captaram R$ 162 milhões e R$ 50 milhões, respectivamente, em rodadas distintas. A Vixtra, que pretende se tornar o banco dos importadores, teve a captação liderada pela Valor Capital, com Headline e NXTP.
- A ABSeed Ventures captou R$ 200 milhões para dois novos fundos de R$ 100 milhões cada. O FIP Seed III mantém a tese de software B2B early stage com foco em IA, enquanto o ABSeed Winners é um fundo evergreen captado com quatro famílias de Santa Catarina para coinvestimentos e secundárias.
- A Layers, edtech criadora do SuperApp da Educação, lançou um programa de aquisições com capital dedicado de R$ 5 milhões. A iniciativa busca identificar, investir e integrar empresas e startups educacionais na América Latina, com pipeline público para candidaturas.
- A legaltech Inspira recebeu um aporte de R$ 15 milhões em rodada liderada pela Cloud9 Capital, com participação do Vivo Ventures. Os recursos vão para o desenvolvimento da plataforma de IA jurídica, que cobre 86 tribunais e reúne 83 milhões de decisões.
- A Zilia Technologies levantou R$ 143,3 milhões com o BNDES. O aporte reforça a operação da empresa de tecnologia.
Joseph Kalim